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O tratamento do paciente observando as causas, fatores sociais, ambientais, emocionais vem ganhando cada vez mais espaço. Mas você sabe o que é a medicina integrativa?

Essa visão holística do paciente é uma nova forma de tratar não só a doença, mas também as causas. Em geral, elas podem ser as mais variadas possíveis.

Por isso, compreender a origem da doença pode ser tão importante quanto o processo de cura. Afinal de contas, tratar o que causa a doença é um processo essencial.

É aí que surge a medicina integrativa, que também tem espaço na área cardiológica. E é sobre essa área que falo no artigo abaixo. Confira!

O que é a cardiologia integrativa?

Há algum tempo analisando minha atuação, percebi que sempre fiz a cardiologia integrativa. Mas o que é isso?

Para mim, é uma cardiologia baseada em ciência, em evidência científica, como qualquer outra área da medicina.

Também é uma cardiologia onde respeitamos tudo o que o cardiologista tradicional faz. Aliás, tenho minha formação dentro da cardiologia tradicional. 

Mas algo que notei ao longo de minha atuação é que não queria ficar tratando só doença. Claro que é importante tratá-las, mas queria também que meus pacientes evitassem as doenças cardíacas.

E nesse aspecto, a cardiologia tradicional é falha. Ela está bem defasada. Os guidelines tratam de coisas que já mudaram há muito tempo.

Por isso é importante nos atualizarmos, abrir a cabeça e enxergar esse outro mundo. Foi assim que percebi a importância da medicina integrativa, e da cardiologia integrativa também.

Nesse aspecto, considero a cardiologia integrativa como sendo a que mantém as bases da cardiologia tradicional para tratar as doenças. 

Mas ter também uma base de estudos e um arsenal terapêutico, de suplementos, alimentação, que vão atuar na prevenção das doenças.

Estilo de vida

Nesse sentido, a prevenção das doenças cardíacas passam obrigatoriamente pela mudança no estilo de vida. 

Para aplicar a cardiologia integrativa estudei muito sobre estilo de vida. Aprendi muito também com o Doutor Victor Sorrentino, foi uma pessoa que me ensinou muito.

Estudei muito sobre o tema, lendo muitos artigos da área, e hoje em dia me considero um cardiologista mais completo. Trato não só as doenças, como também tento preveni-las.

Mas essa prevenção nem sempre tem evidências científicas. Aliás, sou um médico extremamente científico, que tem uma base científica muito sólida.

Na área de artigos, inclusive, há muita coisa interessante, de suplementação, de alimentação, e que não estudamos na cardiologia tradicional.

Para se ter uma ideia, dentro do livro considerado como a bíblia da cardiologia tradicional, há um capítulo chamado de Cardiologia Integrativa. Era um capítulo que nunca havia parado para dar atenção a ele.

Mas hoje é diferente, e dou muita atenção a esse capítulo, e vejo quanto perdi em não ter dado a atenção lá atrás.

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Arsenais terapêuticos

Por isso, hoje para mim a cardiologia integrativa é isso. É você primeiro ter todos os arsenais terapêuticos na sua mão. Sejam suplementos, alimentação, exercícios físicos.

É saber orientar o paciente. Eu jamais vou prescrever um exercício físico para alguém, quem faz isso é o educador físico. Eu não vou prescrever um plano nutricional para alguém, têm nutricionistas para isso.

Mas eu tenho condições de orientar se o profissional que está acompanhando é o adequado ou não. Tenho condições de saber se o paciente está fazendo o que estamos pedindo ou não.

Tenho também condições de suplementar melhor esse paciente. De discutir questões como modulação hormonal, que é algo que as pessoas questionam muito. 

Mas faço isso com base em estudos científicos. Não faço modulação hormonal nem indico, mas respeito os profissionais que fazem.

Para mim a cardiologia integrativa é isso, saber ampliar o leque, ter mais recursos para ajudar seu paciente. Mas o principal é saber tocar uma consulta médica adequada.

Mudou minha atuação

A partir do momento que compreendi que sempre priorizei o respeito ao paciente, um olhar integrativo, vi que sempre fiz a cardiologia integrativa.

Hoje me considero muito mais profissional na minha área de atuação. Diferente de alguns médicos que odeiam consultório, eu amo consultório.

E mesmo o uso de remédios. Algumas pessoas da área integrativa demonizam o uso de medicamentos. Mas com base em estudos, em conhecimento, sei que às vezes eles são necessários.

A medicina integrativa, a cardiologia integrativa, é enxergar não só o coração. É ver que aquele coração está dentro de um corpo, que tem que funcionar como um todo. 

Isso é cardiologia integrativa. É integrar todos os sistemas. E lembre-se: NÃO BRINQUE COM O SEU CORAÇÃO!