You are currently viewing Como a genética explica o infarto em mulheres

O infarto em mulheres é mais comum do que se imagina. Segundo dados de 2020 da OMS, Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo. Isso equivale a cerca de 8,5 milhões de óbitos por ano. 

Além disso, mulheres têm 50% mais probabilidades de sofrerem infarto do que homens, o que acende um grande sinal de alerta sobre a importância do cuidado preventivo do coração das mulheres.

Mas, estudos bem recentes mostram uma ligação genética e o infarto em mulheres. A pesquisa mostrou que a dissecção espontânea da artéria coronária (DEAC), uma ruptura em uma artéria que fornece sangue ao coração, é uma causa comum de infartos graves ou fatais que ocorrem em mulheres com menos de 50 anos.

Para explicar melhor as causas e o papel da genética no infarto em mulheres, preparei o artigo abaixo. Siga a leitura e confira!

O que diz a pesquisa

Embora a causa da DEAC seja desconhecida, os fatores de risco incluem sexo feminino, parto recente, crescimento irregular de células nas paredes das artérias (displasia fibromuscular), história de enxaqueca, depressão/ansiedade e uso de hormônios em contraceptivos orais ou tratamentos de infertilidade.

Mas recentemente, pesquisadores do Massachusetts General Hospital identificaram uma potencial base genética da DEAC. Mutações em genes que controlam a produção de colágeno fibrilar, a proteína mais abundante na matriz extracelular ou “andaime” que dá forma, força e estabilidade aos vasos sanguíneos.

No estudo, publicado no JAMA Cardiology, eles mostraram que a matriz extracelular, a parte estrutural do vaso sanguíneo, é importante nesse distúrbio, especificamente a parte colagenosa dessa matriz.

Embora atualmente não existam terapias que possam ajudar a gerar ou restaurar o colágeno nos vasos sanguíneos, a descoberta fornece um roteiro para os pesquisadores que investigam o DEAC. Isso pode levar ao desenvolvimento de novas terapias ou estratégias para prevenir a dissecção espontânea da artéria em pessoas em risco.

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Sequenciamento do exoma inteiro

Para isso, a pesquisa usou a técnica genética conhecida como sequenciamento do exoma inteiro. Ele analisa a região do genoma humano envolvida na produção e regulação de proteínas. Além disso, eles compararam os exomas de 130 mulheres e homens com DEAC com os de 46.468 pessoas sem a dissecção espontânea da artéria coronária.

Por exemplo, eles identificaram variantes genéticas raras em genes de colágeno fibrilar. Juntos, ocorreram em um nível 17 vezes maior do que um fundo de 2.506 outros genes encontrados em artérias coronárias.

Além disso, descobriram que mulheres com DEAC eram mais propensas a ter essas variantes raras chamadas “disruptivas” (anormais) nos genes de colágeno fibrilar em comparação com aqueles sem a condição.

Fique atenta aos sinais

Como mencionei lá no início, o infarto em mulheres é mais comum do que se imagina. E ficar atento aos sinais é fundamental para um rápido atendimento médico.

Um infarto entre homens e mulheres nem sempre são iguais. Afinal, os homens geralmente relatam a pressão e dor no peito, além da dor que irradia para o braço esquerdo. 

As mulheres também experimentam pressão no peito (ainda é a principal queixa), mas são mais propensas que os homens a relatar:

  • Náusea
  • Sudorese
  • Vômito
  • Dor no pescoço, mandíbula, garganta, abdômen ou costas

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Não brinque com seu coração!

A doença cardíaca é evitável, mesmo que ocorra em sua família. As mudanças no estilo de vida podem ter um grande impacto na prevenção de doenças cardiovasculares ou na prevenção de seu agravamento.

É importante reconhecer os sinais e sintomas de um infarto. Eles podem incluir sensação de pressão desconfortável, queimação ou aperto e dor no peito, pescoço, braço ou costas.

Além disso, tenha em mente que os sintomas de infarto não são os mesmos para todos e, é claro, diferem entre homens e mulheres. Mas é vital que, caso surjam os sintomas, o serviço de emergência seja procurado o mais rapidamente possível.

Por fim, espero que tenham compreendido o papel da genética, e também quais os principais sintomas do infarto em mulheres. E para mais dicas e informações sobre saúde cardiovascular, sigam minhas redes sociais. Estou no Instagram, Facebook e Youtube!