Obesidade infantil: um alerta necessário!

A obesidade infantil é um problema de saúde pública, e que poderá trazer sérias consequências futuras quando o indivíduo se tornar um adulto.

Aliás, no Brasil 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos são considerados obesos, de acordo com os critérios adotados pela OMS para classificar a obesidade infantil.

No mundo, os dados mostraram que em apenas quatro décadas o número de crianças e adolescentes obesos saltou de 11 milhões para 124 milhões.

E infelizmente esse tema não é tratado como deveria. Vemos crianças gordinhas, e alguns pais achando que são fofinhas e bonitinhas, mas isso lá no futuro poderá ser um grande problema para essa criança.

É sobre os problemas da obesidade infantil que falo no artigo abaixo. Não tire os olhos da tela e confira!

O que é obesidade infantil?

Nem todas as crianças com quilos extras estão acima do peso. Algumas crianças têm uma estrutura corporal maior do que a média. 

E as crianças normalmente carregam diferentes quantidades de gordura corporal nos vários estágios de desenvolvimento. 

Portanto, você pode não saber pela aparência de seu filho se o peso é um problema de saúde.

Por exemplo, o índice de massa corporal (IMC), que fornece uma diretriz do peso em relação à altura, é a medida aceita de sobrepeso e obesidade. 

Além disso, o médico do seu filho pode usar gráficos de crescimento, o IMC e, se necessário, outros testes para ajudá-lo a descobrir se o peso do seu filho pode representar problemas de saúde.

Mas se você está preocupado com o fato de seu filho estar engordando demais, converse com o médico dele. 

Por exemplo, o profissional levará em consideração a história de crescimento e desenvolvimento de seu filho, o histórico de peso para altura de sua família e onde seu filho chega nos gráficos de crescimento. 

Isso pode ajudar a determinar se o peso do seu filho está em uma faixa prejudicial à saúde.

O que causa o excesso de peso?

A saber, problemas de estilo de vida — pouca atividade e muitas calorias de alimentos e bebidas — são os principais contribuintes para a obesidade infantil. 

Mas fatores genéticos e hormonais também podem desempenhar um papel. Muitos fatores — geralmente trabalhando em combinação — aumentam o risco de seu filho ficar acima do peso. Entre eles, posso citar:

Dieta

Comer regularmente alimentos com alto teor calórico, como fast food, comidas processadas ou açucaradas pode fazer com que seu filho ganhe peso. 

Falta de exercício

As crianças que não se exercitam muito têm maior probabilidade de ganhar peso porque não queimam tantas calorias. 

Muito tempo gasto em atividades sedentárias, como assistir televisão ou jogar videogame, também contribui para o problema. 

Fatores familiares

Se o seu filho vem de uma família de pessoas com excesso de peso, ele ou ela tem maior probabilidade de engordar. 

Mas isso é especialmente verdadeiro em um ambiente onde alimentos com alto teor calórico estão sempre disponíveis e a atividade física não é incentivada. Chamamos isso de ambiente obesogênico.

Fatores psicológicos

O estresse pessoal, dos pais, da família, ou de colegas, pode aumentar o risco de obesidade de uma criança. 

Algumas crianças comem demais para enfrentar problemas ou para lidar com emoções, como o estresse, ou para lutar contra o tédio. Seus pais podem ter tendências semelhantes.

Certos medicamentos

Alguns medicamentos controlados podem aumentar o risco de desenvolver obesidade. Eles incluem prednisona, amitriptilina, paroxetina, gabapentina, entre outros.

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Riscos da obesidade infantil

Crianças com obesidade infantil têm maior risco de desenvolver problemas de saúde. Diabetes, doenças cardíacas e asma estão entre os riscos mais sérios.

Diabetes

O diabetes tipo 2 é uma condição em que seu corpo não metaboliza a glicose adequadamente. O diabetes pode causar doenças oculares, danos aos nervos e disfunção renal. 

Crianças e adultos com sobrepeso têm maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2. No entanto, a condição pode ser reversível por meio de mudanças na dieta e no estilo de vida.

Doença cardíaca

O colesterol alto e a pressão alta aumentam o risco de futuras doenças cardíacas em crianças obesas. 

Por exemplo, alimentos com alto teor de gordura e sal podem causar elevação dos níveis de colesterol e pressão arterial. Infarto e derrame cerebral são duas complicações potenciais de doenças cardiovasculares.

Asma

A asma é uma inflamação crônica das vias respiratórias do pulmão. A obesidade é a comorbidade mais comum com a asma, mas os pesquisadores não têm certeza de como as duas condições estão relacionadas. 

De acordo com um estudo recente publicado na revista Asthma Research and Practice, cerca de 38% dos adultos com asma nos Estados Unidos também são obesos. 

Esse mesmo estudo descobriu que a obesidade pode ser um fator de risco para asma mais grave em algumas, mas não em todas as pessoas com obesidade.

Distúrbios do sono

Crianças e adolescentes obesos também podem sofrer de distúrbios do sono, como ronco excessivo e apnéia do sono. O peso extra na região do pescoço pode bloquear as vias aéreas.

Dor nas articulações

A criança também pode sentir rigidez nas articulações, dor e limitação da amplitude de movimento por carregar o excesso de peso. 

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Mude hoje, para ganhar no futuro

Mudar os hábitos alimentares de crianças obesas é absolutamente essencial. A influência dos pais molda os padrões alimentares de seu filho. 

A maioria das crianças come o que os pais compram, portanto, uma alimentação saudável precisa começar pela família.

Reduza o consumo de fast food e faça um esforço consciente para cozinhar mais. Preparar uma refeição e comer juntos não é apenas saudável no sentido nutricional, mas também é uma excelente maneira da família passar algum tempo juntos.

Dessa forma, há boas chances de que seu filho com sobrepeso ou obeso perca peso à medida que faz a transição para uma alimentação mais saudável, aliada a uma vida mais ativa. 

Mas caso seja necessário, tenha ajuda de uma equipe multidisciplinar, com nutricionista, educador físico, e o próprio pediatra. Dessa forma é possível ter ganhos mais eficientes na redução do peso.

Portanto, a mudança precisa começar hoje, para que seu filho tenha uma vida mais saudável no futuro. Ou seja, você deve ser um aliado para evitar a obesidade infantil e, para saber mais, confira o vídeo sobre o tema que gravei para meu canal no Youtube!