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O sedentarismo está entre as principais causas de risco cardíaco na adolescência. E diante de uma geração cada vez menos ativa, a preocupação aumenta ainda mais.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que mais de 80% dos adolescentes que frequentam a escola em todo o mundo não estão fazendo exercícios regulares o suficiente.

A quantidade recomendada para crianças de 11 a 17 anos é pelo menos uma hora de atividade física por dia, de acordo com a OMS. Mas 85% das meninas e 78% dos meninos estão aquém dessa meta.

E isso vem impactando em maior risco cardíaco na adolescência, como apresento no artigo que preparei abaixo. Siga a leitura e confira!

Preocupações com a saúde

Da baixa densidade óssea e osteoporose, à obesidade e doenças cardiovasculares, a inatividade pode causar inúmeras doenças preocupantes na vida adulta.

A obesidade, em particular, tornou-se uma das maiores preocupações de saúde em muitas partes do mundo. Quase triplicou desde 1975 e, em 2016, a OMS classificou 650 milhões de pessoas como obesas. No total, 1,9 bilhão de pessoas são classificadas com excesso de peso.

Além de ter uma maior probabilidade de doenças relacionadas à obesidade na idade adulta, as crianças obesas podem apresentar dificuldades respiratórias, hipertensão arterial, resistência à insulina e diabetes e até problemas psicológicos.

Embora a dieta seja uma grande parte da epidemia global de obesidade, o exercício regular é uma das melhores maneiras de combatê-la. 

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Falta motivação e privilégio

Computadores, TVs, video-games e smartphones promovem um estilo de vida sedentário nos jovens. Horas diárias na frente de uma tela é uma programação adolescente regular. 

Aplicativos como Facebook, Instagram, Snapchat e até TikTok substituem a simples caminhada até a casa de um amigo e um encontro físico. 

Adolescentes que passam longos períodos online ou jogando videogame substituem a interação com os amigos ou até mesmo o ciclismo que serve como exercício de vínculo.

Como os adultos, os adolescentes geralmente não têm motivação ou desejo de se exercitar. Se a aptidão física não for uma atividade valorizada na família, é menos provável que um adolescente se esforce ou encontre motivação para se exercitar. 

Se um adolescente está acima do peso ou se sente autoconsciente sobre suas capacidades físicas, ele também pode se sentir menos motivado para se exercitar. 

Alguns adolescentes nessa situação sentem vergonha de se exercitar em público.

Os adolescentes também precisam de acesso a orientação de exercícios, equipamentos, equipes esportivas e espaço para participar de qualquer atividade física. 

A falta de acesso torna mais difícil para eles se exercitarem regularmente. Embora o acesso a equipamentos e espaço de condicionamento físico seja limitado, ajudar seus adolescentes a encontrar maneiras criativas de se exercitar é uma maneira de superar a barreira.

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Obesidade como grave problema

Como resultado desse sedentarismo relatado acima, temos a obesidade, cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes.

E a obesidade está entre os principais fatores de risco de doenças cardiovasculares nessa faixa etária. Além disso, adolescentes com sobrepeso têm maior tendência a ter hipertensão arterial, aumento do colesterol, gordura no fígado e diabetes tipo 2.

Metade das crianças e adolescentes com nível elevado de lipídios no sangue mantém essa condição na fase adulta. Por isso é preciso intervir logo no início de sua vida para tentar mudar o futuro.

Mas vale lembrar que a obesidade e o sobrepeso podem criar uma sensação de ansiedade no adolescente e até mesmo depressão em alguns casos, o que o incentiva a comer muito mais. 

Aqui entra a necessidade de um tratamento multidisciplinar, que envolva também nutricionistas e psicólogos, entre outros profissionais de saúde.

A mudança no estilo de vida

E para combater esse sedentarismo em jovens, o principal aliado tem que ser a família. É ela que deve dar o exemplo sobre a prática regular de exercícios físicos e boa alimentação.

Afinal, de nada adianta os pais falarem para o filho ou filha se exercitar mais, comer melhor, se eles não dão o exemplo. Aliás, melhor ainda é quando os pais praticam exercícios regulares, e convidam os filhos a participar.

Mais que ser bom para a saúde, esses momentos podem criar um vínculo ainda mais forte nas famílias, o que é bom também para a saúde mental de todos.

Risco cardíaco na adolescência

Portanto pais, vocês são os principais responsáveis por dar aos seus filhos uma saúde melhor no futuro. Os incentivem a praticar exercícios e comer bem. Lá na frente tenho certeza que vão lhe agradecer.

Por fim, espero que tenham gostado do artigo sobre risco cardíaco na adolescência, e os perigos da obesidade nessa fase. E para mais dicas e muita informação, me segue também no meu canal do Youtube!