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Sobreviventes de infarto com excesso de gordura abdominal têm maior risco de sofrer outro infarto. Quem comprova isso são pesquisas que estabeleceram uma relação entre os dois.

Isso mostra que o sobrepeso e a obesidade são um fator de risco para o infarto, também pelo acúmulo de gordura abdominal, que é aquela que se concentra na barriga.

E de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde divulgada pelo IBGE no ano passado, seis em cada dez brasileiros apresentavam excesso de peso.

Ou seja, cerca de 96 milhões de pessoas estão acima do peso no país — isto é, o resultado de seu IMC indica que elas estão na faixa de sobrepeso ou de obesidade.

Como se sabe, o principal lugar que se acumula gordura é na região abdominal, principalmente nos homens. Dessa forma, seus riscos cardíacos são aumentados.

No artigo abaixo, detalho melhor essa relação entre gordura abdominal e risco cardíaco. Vamos conferir?

O problema do excesso de peso

Pesquisas sempre indicaram que o excesso de peso é um fator de risco para doenças cardíacas. 

Mas recentemente pesquisadores na Suécia afirmam ter encontrado uma associação entre gordura abdominal e infartos recorrentes.

No estudo, os pacientes com níveis crescentes de obesidade abdominal tinham um risco aumentado de eventos recorrentes.

Isso mesmo com o uso de terapias que reduzem os fatores de risco tradicionais relacionados à obesidade abdominal, como anti-hipertensivos, medicamentos para diabetes e medicamentos para redução de lipídios.

De acordo com os pesquisadores, a gordura abdominal não só aumenta o risco de um primeiro infarto ou derrame, mas também o risco de eventos recorrentes após o primeiro. 

Nesse sentido, manter uma circunferência da cintura saudável é importante para prevenir futuros infartos e derrames.

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Como foi o estudo

O estudo foi feito pelo Departamento de Ciências Clínicas e Educação da Karolinska Institutet-Södersjukhuset, da Suécia.

Ele acompanhou mais de 22 mil sobreviventes de infartos após seu primeiro ataque cardíaco e que foram acompanhados por uma média de 3,8 anos.

Os pesquisadores examinaram a ligação entre a obesidade abdominal determinada pela circunferência da cintura e o risco de eventos cardiovasculares secundários, como um infarto.

A maioria dos 22 mil participantes tinha obesidade abdominal. Quase 80% dos homens seguidos tinham uma circunferência da cintura superior a 94 centímetros e 90% das mulheres tinham uma circunferência da cintura de 80 centímetros ou mais.

Além disso, os pesquisadores descobriram que o aumento da obesidade abdominal estava associado a infartos e derrames, independentemente de outros fatores como tabagismo e diabetes. 

Mesmo com os participantes realizando tratamentos de prevenção para evitar um evento cardíaco secundário.

Os pesquisadores disseram que a circunferência da cintura era um marcador mais importante de um evento cardiovascular recorrente do que a obesidade geral.

As causas do risco aumentado

O excesso de gordura abdominal está associada a níveis elevados de açúcar no sangue, hipertensão e aumento de fatores inflamatórios. 

A obesidade abdominal é mais arriscada do que a obesidade generalizada, ou seja, causa efeitos mais danosos ao corpo de modo geral.

Aliás, só por ter o primeiro infarto, existe o risco de um segundo. O próprio ato de ter um infarto é um evento significativo para o corpo.

Mas muita inflamação, muito estresse, ocorrem simultaneamente no corpo, e isso pode desestabilizar outras áreas bloqueadas nas artérias do coração, que podem estabelecer a base para o futuro infarto.

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Como evitar?

Nem precisava escrever isso, mas a melhor forma de reduzir os problemas do excesso de gordura abdominal é… reduzindo a gordura abdominal!

Para isso, opte por uma alimentação balanceada, com comida de verdade. Corte frituras, carboidratos, gordura hidrogenada e outras porcarias.

E também faça atividades físicas, para que possa manter um peso ideal e ter uma qualidade de vida melhor.

Dessa forma, se você teve um primeiro infarto, reduz esse fator de risco para sofrer um segundo evento. E se ainda não teve um infarto, você dará ao seu corpo melhores condições de evitar um evento cardíaco.

Portanto, espero que tenha compreendido a relação entre a gordura abdominal e o risco cardíaco. E para mais dicas e muita informação, siga também meu canal no Youtube!

E lembre: NÃO BRINQUE COM SEU CORAÇÃO!❤